As veias abertas de um latino-americano


04/07/2005 01:55

Alegrias e confusões para o espírito


Depressão. Neste momento, a sensação é esta.


A depressão da despedida, da saudade pré-sentida.


Cheguei a São Luis na madrugada de quarta para quinta (30). Estou indo para Teresina daqui a algumas horas, às 6h30 de segunda (4/7), onde fico até a tarde de quarta, a trabalho.


Em São Luís, juntei a possibilidade de rever as pessoas queridas e resolver algumas pendências pessoais à necessidade de obter informações sobre o projeto de instalação de um pólo siderúrgico na Ilha. Vou falar mais sobre isso futuramente. Mas, desde já, aviso: o crime cometido contra milhares de pessoas em Alcântara (e em tantos outros lugares no mundo) está prestes a ser repetido, de forma muito mais brutal, contra as comunidades rurais onde a Vale do Rio Doce e governos (estadual e municipal) querem colocar o monstrengo. A situação é gravíssima, sob o ponto de vista de vários direitos humanos: saúde, água, alimentação, moradia, terra, meio ambiente...


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Surreal e inusitado o encontro com João Brant, intervozeano e paulistano de luta, durante o show d’O Rappa, na sexta. João veio a passeio, mas não li a mensagem dele antes de viajar. Por sua vez, ele não sabia que eu estava aqui.


Em mais um lance de sorte, meu tio Rômulo, de Fortaleza, passou alguns dias aqui, a serviço. Fizemos o que não fazíamos há vários anos: conversar, rir, se divertir e tomar alguns litros do sagrado suco de cevada. O show d’O Rappa foi excelente, por si só, mas também pela turma: eu, meu irmão Igor, meu primo Pablo, tio Rômulo, que é o terceiro filho da família da minha mãe, João e os amigos e amigas que (re)encontrei por lá.


Detalhe: Falcão começou dando o seguinte recado: “Eu só queria dizer uma coisa, A ARGENTINA SE FUDEU!!”... delírio do público...


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Voltando à depressão, estou triste porque não vi sequer 10% de quem gostaria de ter visto. Nesse momento, sensação incômoda, essa tristeza é maior do que a alegria de rever tanta gente. Mas passa. Tudo passa, até uva-passa, como me ensinou a Nathalia.


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Ainda assim, a semana começou desastrosa, mas se tornou maravilhosa. Entre os grandes e inesquecíveis fatos, a vitória no STF do povo do Engenho Prado. O julgamento, finalmente, aconteceu quarta-feira (29), dia em que viajei. Só soube da notícia no dia seguinte, já em terras maranhenses, mas a explosão de felicidade foi intensa.


Leia mais sobre o caso no final do texto abaixo e no seguinte.


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Agora, é acreditar que “a fila anda”, como diz a amiga Ana Flávia, da ABRANDH. Mais que acreditar, porém, é fazer por onde isso aconteça... falta disposição, inspiração e até coragem para isso, porém...


Obs.: sem fotos hoje, mas logo vou colocar alguma das poucas que tirei aqui.

enviada por Rogério Tomaz Jr.






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