 |
15/04/2006 05:56
Foi numa terça-feira, 24 de janeiro. Perto do final da manhã, ainda lembro do zelador do prédio onde trabalho deixando o pacote na minha sala. Quando vi a remetente, sorri e só parei quando tive câimbra nas maçãs do rosto.
Acabara de receber o presente mais lindo da minha vida. Posso ser injusto com os outros por dizer isso, mas seria injusto com este - e com a sua autora, esta é a palavra - se não o dissesse.
Cobrei tanto e tantas vezes que ela me mandasse postais do Recife. Demorou, mas Julya finalmente os enviou, como brinde (rs) de uma caixa personalizada de miudezas, contendo três CDs de maravilhosa música, com encarte escrito à mão e feito de colagens, com fotos, gravuras e desenhos diversos e luminosos de tanta graça.
Nina Simone, Gal Costa tropicalista, Ataulfo Alves, Cesária Evora, Edith Piaf, Eliete Negreiros, Ella Fitzgerald, Cartola, Chico e Nara, Clara Nunes, Luiz Melodia, Buena Vista, Chico e Caetano... boa música para ouvidos, coração para a alma.
Eu não seria capaz sequer de imaginar algo tão belo e criativo. Agradeço à artista Julya também por expandir minha inventividade... rs
E eu, que tanto a acusei de tratante, por não me mandar os postais, agora assumo essa pecha. Levei quase três meses para registrar aqui tamanha alegria.
Julya, menina linda, doce e genial, desculpe pelo atraso, e continue sempre assim. Um dia ainda vou morar nessa terra quente e rica das coisas da gente.
**********
Sábado de carnaval, sol a pino em Botafogo. Encosto num bar para esperar o resto da turma e aproveito para assistir ao jogo do Fluzão, que foi reduzido a timinho pelo Friburguense: 4x1.
Saio do bar, encontro a turma e comandando o bloco Os barbas vem o carismático Nelson Rodrigues Filho. É a segunda vez seguida que encontro Nelsinho enquanto estou no Rio. O diálogo é rápido, sobre a nossa paixão em comum, o Fluminense. Esses caras não têm vergonha na cara, diz, enquanto toma uma cerveja e me oferece um churrasquinho de calabresa, que aceito meio sem jeito.
Seguimos nosso caminho e tenho a certeza que ainda o reencontrarei com mais calma. Grande figura, inclusive visual e literalmente.
O encontro anterior foi em maio de 2005, no estádio de São Januário, por ocasião da final da Copa do Brasil, entre o nosso Fluzão e o Paulista de Jundiaí. O diálogo, mais curto ainda, se deu na fila da lanchonete do estádio, para comprar cerveja. A propósito, o time visitante acabou sendo campeão com o 0x0, após ter vencido a primeira partida por 2x0, mas a melhor torcida do Brasil, como registrou Nelson Rodrigues pai, não arredou pé do estádio e ao final cantou de pé o hino do clube e aplaudiu os jogadores, que ficaram surpresos com tal atitude.
**********
Volto a passar aquele momento indesejável e inesperado de separação. Dói. Muito. É duro não conseguir ficar junto com uma pessoa que você sabe que é maravilhosa. É frustrante ter que reconhecer seu próprio egoísmo e sua própria incapacidade de se entregar a quem se entrega a você. Não há muito a dizer, pelo menos aqui. Há bastante, porém, a sentir...
No Need To Argue
The Cranberries
Theres no need to argue anymore.
I gave all I could but it left me so sore
And the thing that makes me mad
is the one thing that I had
I knew, I knew, Id lose you.
Youll always be special to me
And I remember all the things we once shared.
Watching tv movies on the living room armchair
But they say it will work out fine.
Was it all a waste of time
cause I knew, I knew, Id lose you
Youll always be special to me
Will you forget in time.
You said I was on your mind.
Theres no need to argue
No need to argue anymore
Theres no need to argue anymore. Special
enviada por Rogério Tomaz Jr.
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|
 |